3º Falar bem do Pará
O post fez tanto sucesso porque foi colocado na
comunidade de Belém no Orkut e, nessa mesma comunidade era possível apalpar a cólera das pessoas diante da opinão do pobre pedreirense. Interessado em ver quem eram aqueles novos Filipes Patronis, tão devotados em defender sua terra de facínoras defenestradores da beleza da capital, visitei o perfil de alguns.
A grande novidade é que, dos indignados, a maioria nem morava aqui, grande parte estava radicada em outras paragens, comprovando que a distância do Pará afeta o senso crítico dos meus conterrâneos, eles passam a achar tudo lindo e maravilhoso, até a Nave da Xuxa o chapéu do Barata!
Portanto, se encontrar algum paraense Brasil afora cuidado! Falar mal do Pará pode render sérias confusões. Ele pode lhe dar uma jaquetada, afinal ele está usando umas cinco mesmo.
2º Fazer cosplay de vendedor de picolé (Usar isopor como bagagem)
Quer encontrar um paraense em um aeroporto qualquer do Brasil? Procure um isopor. Garanto que se não for um vendendor de picolé ou outro gênero alimentício gelado, é um paraense.
É impressionante como os paraenses perambulam Brasil afora com um isopor à tiracolo, é item indispensável de viagem, acredito inclusive que o Estado do Pará deva ser o maior consumidor brasileiro de caixas térmicas de isopor.
É como um item de identificação regional, algo como o chimarrão para os gaúchos, os tiroteios para os cariocas, os engarrafamentos para os paulistas e a rapadura para os cearenses. Paraense que é paraense anda com isopor nos aeroportos. É capaz inclusive de duvidarem de suas origens se lhe encontrarem em um aeroporto sem isopor.
-"Você é de Belém?!"
-"Sim!"
-"Nasceu lá?"
-"Claro!"
-"Mentira, cadê seu isopor?!"
Dentro vão gêneros alimentícios típicos da região, como o açaí, a maniçoba, o tacacá, tudo previamente congelado para que o paraense possa usar suas quarenta jaquetas, falar bem do seu estado, comendo aquela maniçoba feita dois meses atrás.
1º Desprezar paraenses
Realmente fiquei em dúvida sobre o primeiro item desse post, mas entrando em contato com orgãos especializados como a COHAB, o DIEESE e FAJUTA (Faculdade Jurunense de Tecnologia Avançada), resolvi mandá-los às favas e fazer o que eu achava mais coerente.
Conversando com um amigo, concluí que a coisa mais significativa que os paraenses fazem fora do Pará é desprezarem seus conterrâneos, mas calma! Não questione a minha masculinidade. Vou explicar.
Quem já viajou para fora do estado em grupos, viu que os paraenses quando estão em outro estado se agarram com todo mundo, menos com outro(a)s paraenses.
É uma situação recorrente, principalmente com as meninas, que preferem mil vezes um carioca com um charme de ator pornô mal educado, um paulista boçal ou um sulista fedorento a um paraense. Com os rapazes acontece o mesmo, mas em menor escala, devido ao grau de promiscuidade inerente ao sexo masculino.
A paraense, depois que se agarra com alguém de outro estado, prontamente gera um rei na barriga. Não quer saber mais de pessoas do seu estado. "Pra quê regredir migâh! Eu peguei um gatinho carioca!".
Quando retornam ao Pará a humildade demora, mas volta. Os rapazes paraenses entendem os gestos de boçalidade das moiçolas do estado. Afinal pegariam também uma carioca ou uma paulistinha, se elas quisessem....
Se você discorda, concorda, me ama e tem vergonha de se declarar, se tem pesadelos terríveis com o canguru da Radiolux, comente. Será um prazer rir de você."